Felicidade é...fazer as malas!
é sempre uma aspa à esquerda e à direita de mim
Mais uma vitória brasileira e as ruas assemelham-se a um rio verde-amarelo realçando a forma das cidades! 
Ao olhar para todo aquele verde-amarelo lembrei-me da belíssima instalação "Portas",do Central Park de Nova York.Uma torrente parecia verter um rio alaranjado nos 7.500 portais instalados ao longo de 37 quilômetros de trilhas do parque nova-iorquino.

Eu deveria ter escutado as sábias palavras de um colunista crítico de cinema "Por falar em final... deixa pra lá! Só me sinto na obrigação de avisar: NÃO SAIA DA SALA ATÉ O FINAL DO ÚLTIMO CRÉDITO!"
Putz... ao dizer isso havia uma mensagem implícita "mesmo que sintam vontade de sair, FIQUEM! Vocês esperaram tanto por este Filme e ele custou tão caro... foi o que senti...vontade de sair...mas como havia lido tal crítica me segurei até o final dos últimos créditos... e não é que eles ainda conseguiram piorar as coisas (vocês terão que ver).... Lembrando que o subtítulo da trama sugere que todas as dúvidas e destinos dos heróis (e vilões) estarão selados neste episódio, fui tomada por surpresinhas a cada cena, até parecia último capítulo de novela, com direito aos dramalhões e não apenas as resoluções.
As idéias do Filme são meramente pinçadas tendo como único critério a diversão, que não funciona bem. A duração já deixa claro: 104 minutos, quase meia-hora a menos que o anterior, e como parecia mais! Nada de filosófico ou que dê margens a discussões como os embates de Charles Xavier (Patrick Stewart) e Magneto (Ian McKellen) nos primeiros filmes. Nenhuma cena marcante apenas algumas tentativas de justificarem os gastos com os super-efeitos especiais.
Filme visto dia 14 de junho de 2006 Sala 03 Multiplex Lumière Araguaia
Annie Hall é estruturalmente inventivo, a narrativa é flexível e feita diretamente à câmera. Um filme auto-reflexivo com piadas, relatos pessoais espontâneos, mórbidos e divertidos. Uma estrutura narrativa incomum para os padrões americanos. Sendo não linear costura lembranças, diálogos e confissões.
Allen com muita liberdade cria uma estrutura desconexa e episódica, e com convergências entre as seqüências, remete ao relacionamento dos protagonistas com situações periféricas com um perfeito domínio visual.
O filme proporciona muitas identificações com as experiências dos personagens e sentimos uma espécie de nostalgia de relacionamentos marcantes que já tivemos. Um espelho comportamental de neuroses, intelectualidades e manias: uma visão pessimista da personalidade anti-social e humanista do diretor, mas também sua razão perspicaz e refinada pela ironia.

Talvez seja algo muito pessoal mas tive um grande prazer em observar duas pessoas agradáveis conversando, muitas vezes, com muitos silêncios entre uma frase e outra. Nada acontece durante a trama e isso soa tão natural que os personagens são transparentes, profundos, mais do que acontece na maioria dos filmes . Não é uma história de amor, mas de carinho. Tudo acontece em um Hotel na cidade de Tóquio, com data marcada para voltar pra casa. Dois estranhos terminam se encontrando no bar do hotel, de onde surge uma lenta e gradual relação de envolvimento. Se juntam, se aproximarem, e isso siginica se apaixonar também: mesmo que não exista encontros românticos. As cenas mostram pessoas que, às vezes, não sabem bem o que fazer, nem tampouco o que desejam fazer: um constrangimento delicioso. São cenas discretas, tendo o Japão como pano de fundo, aliás, em uma das melhores cenas do filme, eles passeiam de taxi pela noite lindíssima de Tóquio, nada de especial acontece, a não o fato de que as luzes e a noite da cidade grande roubam a projeção. A solidão experimentada pelos personagens é encantadora e profunda: um estranhamento espacial, um deslocamento psicológico e uma carência contida: os personagens se encontram justamente quando sentem desencontrados de si mesmos. Confuso? Talvez seja algo muito pessoal.
Quando cliquei no link do e-mail, aceitei o convite, respondi àquele questionário enorme e escolhi minha foto mais legal, não podia imaginar o que era de fato aquele mundinho azul. Eu só sabia que era um site com comunidades para todos os gostos, cheio de gente bacana e que era preciso ser convidado por um membro pra entrar. Achava legal reencontrar pessoas e receber scraps e testimonials Enquanto eu conhecia o site e reencontrava o passado, me deliciava com álbuns de fotos e scrapbooks alheios. O Orkut desperta o nosso lado voyeur. Eu estava em muitas comunidades e não participava de nenhum fórum, simplesmente minha foto com meu nome embaixo constava nas listas de membros. Passava horas logada, respondendo scraps, fuçando perfis....