Direita ou equerda? Essa discussão de posições é a orgia de nossa política!
Adoro catalogar. Simplifico as coisas ao extremo e vou digerindo. Aprendi a fazê-lo com a minha primeira professora que balançava os braços para nos ensinar o que era o lado direito e o esquerdo. Vi que a vida era simples: ou você estava de um lado ou do outro. Nada mais seria complicado: eu havia descoberto a complexidade das coisas. E saibam que essa tendência para catalogar não é nova, tampouco minha.
Qual a melhor posição:esquerda ou de direita? E as respostas têm adotado a forma do populismo, sob a plumagem da esquerda, do nacionalismo, do anti-americanismo. Nada de novo debaixo do sol: o discurso racional substituído pela retórica vazia, vaga e repetitiva, tenho a sensação de um certo “dejá vu”, de uma volta de 360 graus.
O importante agora é nunca estar do lado da autoridade não justificada, ou a que usa a força como justificativa. De um lado o Estado Pai com seus maus exemplos de corrupção e compadrio, e do outro o Estado “liberal” corrompido aos interesses dos lobys do capital.
Se há a terceira via, a terceira margem: centralizemos!
Ps. Este texto foi escrito logo depois de ter sido chamada carinhosamente de esquerdalóide! Sinceramente, se eu tivesse que escolher um lado, ficaria à esquerda, mas tenho certeza que não me sentiria em boa companhia!

