sexta-feira, junho 16, 2006

X-men III "Confronto final"?

Eu deveria ter escutado as sábias palavras de um colunista crítico de cinema "Por falar em final... deixa pra lá! Só me sinto na obrigação de avisar: NÃO SAIA DA SALA ATÉ O FINAL DO ÚLTIMO CRÉDITO!" Putz... ao dizer isso havia uma mensagem implícita "mesmo que sintam vontade de sair, FIQUEM! Vocês esperaram tanto por este Filme e ele custou tão caro... foi o que senti...vontade de sair...mas como havia lido tal crítica me segurei até o final dos últimos créditos... e não é que eles ainda conseguiram piorar as coisas (vocês terão que ver).... Lembrando que o subtítulo da trama sugere que todas as dúvidas e destinos dos heróis (e vilões) estarão selados neste episódio, fui tomada por surpresinhas a cada cena, até parecia último capítulo de novela, com direito aos dramalhões e não apenas as resoluções. As idéias do Filme são meramente pinçadas tendo como único critério a diversão, que não funciona bem. A duração já deixa claro: 104 minutos, quase meia-hora a menos que o anterior, e como parecia mais! Nada de filosófico ou que dê margens a discussões como os embates de Charles Xavier (Patrick Stewart) e Magneto (Ian McKellen) nos primeiros filmes. Nenhuma cena marcante apenas algumas tentativas de justificarem os gastos com os super-efeitos especiais.
O excesso de personagens incomoda. A oscarizada Halle Berry e sua Tempestade tiram espaço de outros personagens e Vampira (Anna Pakin) desaparece na trama com sua crise adolescente, isso sem falar no Ciclope (James Marsden), que mal aparece. Mais sorte tiveram outros novos mutantes, o Fera (Kelsey Grammer) e o Fanático (Vinnie Jones), com superexposição de poderes! Wolverine (Hugh Jackman), claro, e Jean Grey (Famke Janssen) são os que menos sofrem com a superpopulação de mutantes. Com o visual inspirado em Carie há cenas de sobra para definir a ameaça da revivida telepata e sua transformação na mais poderosa força, a Fênix, mas que ironicamente e literalmente é destruída pelas garras do amor.
O grande barulho quando Bryan Singer anunciou que faria Superman - O retorno e não voltaria para o terceiro capítulo da cine-série X-Men, é agora justificável...
01- O metal das prisões eu ia jurar que era plástico...
02- Tem demasiados momentos cômicos,ou pretensos a comicidade...
03- Seis mutantes contra 1000 só por si, é imbecil, e nem dificuldade eles tiveram.
04- As soluções são demasiado óbvias e não há nenhuma ideia que nos dê para pensar.
05- A idéia toda do racismo, da discriminação, tudo aquilo que o diretor do primeiro filme fez passar tão bem, aqui foi eliminado.
06- Magneto, a interpretação de Ian McKellen, é o meu ator preferido e é uma pena que um texto tão idiota lhe tivesse sido dado para interpretar. Por exemplo, Magneto e Colossus podiam ser eliminados em sequencias espetaculares logo no inicio da batalha final (uff... Eram tantas, né? ...)
07- Mystique - salva Magneto, curando-se, e o Magneto a abandona à sua sorte mas diga-se de passagem, como não se incomodar com o texto machista "nada mais mortal que uma mulher abandonada"... era pra rir???
08- Jean Grey, Phoenix uma morte estúpida, porque o Wolverine não se limitou a curá-la?
09- Wolverine, Demasiado pacífico. Demasiado calmo e educado. Perdeu a agressividade e as piadas (boas).
10- Efeitos especiais demasiados fantásticos...

Filme visto dia 14 de junho de 2006 Sala 03 Multiplex Lumière Araguaia

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

No que tange ao divertimento de fim de semana o filme é extremamente bem-sucedido. Ação empolgante, adrenalina, e efeitos especiais para um filme que teve apenas 10 meses!

12:11 PM  
Anonymous Anônimo said...

James Marsden some logo no início pra dar lugar ao bom moço de Superman - O
Retorno. Coisas de Hollywood. Gostei do filme, mas o 2º é muito melhor, pelo caráter filosófico mesmo que você destacou. :)

3:10 PM  

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