domingo, dezembro 31, 2006

Votos para seu ano novo!

Espero que tenham todos um excelente 2007, não todos não, o pessoal que ajudou esse país a arruinar-se, esses não quero, e quem me sacaneou durante o ano também não, ah e o homem que bateu no meu carro e fugiu também não e acrescento até o mais sincero desejo que lhe faleça um familiar chegado... para os outros desejo acima de tudo que nunca sejam vingativos, não faz bem para o estômago.
Feliz 2007

terça-feira, dezembro 26, 2006

***Jingle Bell prá vocês!***

re-sacar
Talvez seja a idade: uma sensação de bem-estar foi, aos poucos, substituindo a aversão que sempre tive pela festa natalina. Até achei divertido passar o natal como víamos nos filmes. A família, os presentes e a ceia, menos a neve (sinto-me bem mais tolerante!).
Dia 26 de dezembro é dia de Santo Stefano, feriado na Itália. O dia serve para curar a ressaca do Natal e para preparar os ânimos para o ano novo. Verificasse a sobrevivência de fígado, rins, estômago. Aqui: engov. Nos casos mais dramáticos, um Gatorade resolve. Para nós, o dia 26 é igual, só que ressacamos no trabalho.
Já o 24 é geralmente um verdadeiro inferno, ou o paraíso, dependendo do lado do balcão que se observa. Pessoalmente senti-me no purgatório: encarei uma fila de duas horas no supermercado. Ganharia meia, não fosse o tumulto de uma ONG local. Hora certa para as entidades beneficentes menores ou menos conhecidas coletarem doações. Pois as maiores e mais organizadas preferem fazer um “dia nacional” em outro período, para evitar a concorrência e para ganhar destaque na imprensa.
E por falar em praticidade... Adoro a modernidade. Graças aos novos tempos e da falta de um jardim, em casa a árvore foi sintética. E os cartões? Os boas-festas chegaram por e-mails. Só mesmo as empresas preferiram confiar nos correios para se fazerem lembrar.
De resto, a rotina não cansa... preparar a ceia do dia 24; ceia da véspera tipicamente brasileira, contrariando a tradição, que aconselha peixe e comida leve; e, depois, cama. Dia 25: almoço com as sobras da ceia. Compramos apenas a coca cola e a cerveja para fazer descer o peru com farofa.
Hoje, 26, de ressaca, voltamos ao normal. A caridade e solidariedade retomam o nível usual e o movimento do comércio diminui. Uma sensação de calmaria permanecerá por alguns dias. Mas só até o dia 31.
Geralmente, nas ressacas natalinas dos anos-passados, eu estava certa de que não queria participar de outra pelos próximos anos. Mas hoje, acho duvidar mais filosófico...

segunda-feira, dezembro 18, 2006

O que é que a baiana tem?

Para Ela e os seus irremediáveis apaixonados
A Bahia é inspiradora mesmo. Tem uma meiguice, uns olhos virados, uns arredios oferecidos, uma gostosura meio promíscua, um sei lá que não sei.
Confesso que a crônica nada lupanar me fez lembrar de uma velha e desgastada pergunta. No meu caso, devo confessar que com um sei lá que sei bem interesse pessoal: O que é que a bahia-na tem?
Tem tudo e nada.
Talvez tenha nascido na Lapa. Talvez tenha crescido em prédios arruinados que lembram os de Cuba. Pobre Cuba, pobre Bahia, pobre baiana. A Espanha morre em Havana, Portugal em Salvador da Bahia.
Tenho certeza que depois de lerem o texto dirão: “Oxente, vó-cé!?''
Neste caso, o melhor mesmo é caetanarmos o Velho Chico e deixarmos o mundo como está... vamos sonhando com os azulejos de São Francisco enquanto tomamos cerveja gelada na Ribeira e falamos baianidades…
E a pergunta? Não sei. Ninguém sabe. Ninguém diz.
E a Baiana? Parece mais amor de bolero.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

>>>sobre a segunda-feira...

...E para terminar de vez com essa implicância infundada ...
se não é exatamente ela, a SEGUNDA-FEIRA, o dia da semana mais próximo das delícias do fim de semana... que outro dia a saudade está mais presente?
E como é bom sentir saudade do beijo que aconteceu agorinha,domingo à noite...
Verdade seja dita, antes tarde do que numa quarta-feira qualquer sem graça, não acham? Agora estou aqui, plena sexta, torcendo para que ela chegue logo...
...atraso-me... o mundo que pare!

segunda-feira, dezembro 04, 2006

>sobre ratos, memórias e quadrinhos...

Não lia gibis. Durante a infância eles não estavam em minhas prateleiras. Hoje, eles ainda não ocupam lugar de destaque em minhas leituras. Lamento. Não considero os Gibis “leitura menor”! E, entre os poucos que li, estava MAUS. Não é um Gibi convencional. É, na verdade, um documentário pictográfico, histórico e autobiográfico. Sobretudo engraçado. Os desenhos são expressionistas e os diálogos literários. (A comparação com Kafka é inevitável). O Gibi é uma narrativa em flash back, entremeada por ocorridos, em tempo real, do ambiente em que as conversas se deram, do complicado relacionamento entre Artie e Vladek, das mudanças na vida pessoal do autor e com tom confessional.
MAUS é rato em alemão. Metáfora simples. Spigelman registrar os judeus como ratos, e os alemães como gatos. Nesta narrativa, poloneses viram porcos, suíços viram linces e os americanos, cães.
Li o volume único que, na verdade, se divide em dois livros: MAUS (MAUS - A História de um Sobrevivente e MAUS II - E aí Começaram meus Problemas). As informações detalhadas sobre o Holocausto está na voz de quem esteve lá. São inequívocas. Contudo, a dramaticidade é lúcida, sem apelos emocionais.
Os diálogos reinam. O autor fez uma série de entrevistas com seu pai, sobrevivente do Campo de Concentração de Auschwitz. Horas de conversa gravada foram transcritas, e a transcrição, convertida em páginas de quadrinhos num dos trabalhos mais brilhantes do gênero
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