domingo, agosto 06, 2006

Fidel (a)paga o charuto?

Para saber se um charuto está bem conservado, coloque-o entre os dedos e pressione devagar: a parte externa deve estar sem danificações, cortes ou rachaduras. Se ele ceder um pouco, e a folha estiver ressecada não é bom sinal.
De nossa parte, devemos recordar que nenhuma ameaça ou tentativa de pressionar em qualquer sentido intimidou Cuba. A história das últimas quatro décadas é algo que qualquer adversário real ou potencial, não tem razões, antecedentes ou qualquer base para ignorar. Mas no último 1º de agosto de 2006, Fidel delegou em caráter provisório, por razões de saúde, suas funções de comandante supremo das Forças Armadas, secretário-geral do Partido Comunista de Cuba e de presidente do Conselho de Estado ao seu irmão Raúl Castro Ruz, como prevê a Constituição cubana: uma trindade perfeita. Mas o regime que Fidel construiu à sua imagem e semelhança talvez não resista à sua morte.
E os empresários já comemoram como bons conhecedores de técnicas modernas para apagarem charutos... Sabem que ele apagará sozinho se o deixar repousando no cinzeiro (um fim digno e discreto). Assim, evitarão apagá-lo como se faz com cigarro: nada de apertar a brasa contra o cinzeiro. Também, nada de jogá-lo ao chão e pisá-lo em seguida. Um charuto apagado assim exala um forte cheiro.
E uma carta aberta já foi assinada por mais de 100 proeminentes acadêmicos, escritores e artistas cubano-americanos — deles, onde de Nova York — foi publicada como uma página de publicidade no jornal The Miami Herald. Nela é qualificada a política dos EUA em relação a Cuba como "um erro político e moral que já dura quase meio século". Sobre EUA e Cuba sabemos que quando um não quer dois não brigam, mas um sempre apanha!
Porradas! Tretas! Balelas!
Governos controlam muito bem a vida dos seus cidadãos, com fachada democrática ou não: liberdade de fazer o que lhes apetecesse - desde que consumissem e não consultassem dados proibidos na InfoRede.
Com a democracia dando resposta à quase todas as questões: qual era então o «medo» do Governo Democrático dos tab(us)acos cubanos? Trata-se apenas de uma substituição: um vício por outro. Uma «contra-droga» é a mesma coisa que uma droga.
Fidel, num gesto vago, coça a barba pensativo:
'Deixem ao menos o charuto!’
Mas limparão o cinzeiro à mesma, charuto e tudo, e acabaram por acender um cigarro!

4 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Ótimo texto sobre Fidel. Engraçado, não sabia do público cativo que freqüenta o Araguaia Shopping. Em algum lugar, as barreiras devem ser vencidas...

4:13 PM  
Anonymous Anônimo said...

coloquem uma bomba nesse charuto por favor!

2:02 PM  
Anonymous Anônimo said...

o cara morreu ou não?

12:25 PM  
Anonymous Anônimo said...

"500 milhões de crianças vão dormir essa noite nas ruas, mas nenhuma mora em Cuba"
Foi com essa frase que as crianças cubanas receberam o Papa em sua ida a Cuba.
Certa vez, o presidente Bush disse que as universitárias cubanas eram prostitutas, em resposta, Fidel disse que era uma erro de Bush pensar dessa forma. Na verdade não são as universitárias que são prostitutas, são as prostitutas que tem acesso as universidades em Cuba.
Não coloquem uma bomba nessa charuto, coloquem os meu comprimentos!
Parabéns Fernanda!
Parabéns Cuba!
Ousar Lutar, Ousar Vencer!

10:36 AM  

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